A dança - Poema autoral de Ana Paula Borges / Poesia sobre bailarinas


Bailarina das poesias esvoaçantes
Baile e vida se conjugam...
Ela escorrega plena no palco
Sem pisar no tule do vestido
E sem desmanchar o penteado.
Dos olhos deságuam lagos de alegria
Sem borrar a maquiagem
E sem revelar que errou os passos...
Surpreende a todos com a sua postura.


Laços de ternura emolduram sua face
E a leveza do silêncio paira no ser
Dança da alma além do corpo
Cria um novo sentido
Vai além da própria dança...
Fecha os olhos e, assim, desliza serena
Num casamento de sons, letras e giros
Em jogos com palavras e passos etéreos...


É ela, a bailarina que dança a própria poesia
E nos encanta com a sua entrega e magia.
Captura os passos que deixou escapar.
Um a um, nesse chão de purpurina
Espalha o brilho pelo ar sem fim
E ao girar, compete com as fadas,
Pois seu rodopio em flashs
Pode ser breve ou eterno
Depende de quem o capturar.


Como asas translúcidas que se espelham no ar
E como fadas que no espaço se dispersam
Ela ali parece voar...
Como borboletas que buscam uma poesia de Vida
De Morte e de Além-Vida
Ela ali parece buscar...


Dançarina das palavras feitas de ballet
Segura as sapatilhas que escaparam 
E descalça, não perde o equilíbrio.
Ah, bailarina, na invenção dessa tua poesia,
Vida, Morte e Além-Vida 
Borboleteiam plenas e descalças,
Bailando o sobrenatural no palco
Encantando a platéia que sorri
E  aplaude a própria poesia
Reverberada em ti.
(Autora Ana Paula Borges)


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