Os benefícios da responsabilidade pessoal



Sete benefícios que farão toda a diferença ao assumir o controle de sua própria vida

Você é responsável pela sua própria vida? A pergunta pode soar como boba e óbvia, mas a resposta é surpreendente. Vivemos, muitas vezes, no piloto automático e não nos damos conta das vezes que terceirizamos o que poderíamos fazer por nós mesmos, principalmente quando esperamos que a motivação venha de outras pessoas ao invés de nos motivarmos por nós mesmos.
Autorresponsabilidade é quando nos tornamos responsáveis por tudo aquilo que acontece em nossas vidas, seja algo negativo ou positivo. Essa habilidade pode ser desenvolvida, mas primeiramente é necessário que você identifique quais são os empecilhos. Ao falharmos, costumamos transferir a culpa para terceiros por pura comodidade, já que é trabalhoso analisar as nossas estruturas internas. Veja a seguir os principais entraves para se ter responsabilidade pessoal:
1) Autoestima muito baixa, ou seja, a pessoa não acredita que ela é capaz de fazer, ser e acontecer. Ela consegue apenas enxergar as potencialidades dos outros. A confiança plena no outro e zero em si mesma faz com que a pessoa se sinta paralisada frente aos desafios da vida.
2) Vive-se no piloto automático porque não existem grandes sonhos para lutar e nem metas claras para alcançar.
3) Não há uma reflexão profunda sobre o que se fala, pensa, faz e sente. Essa falta de reflexão impede que a pessoa perceba que os pensamentos, atitudes, falas e sentimentos impactam tanto a própria vida quanto a vida de outras pessoas ao redor. Achando-se sem grandes responsabilidades pelo que se fala, faz, pensa e sente, coisas importantes acabam sendo banalizadas, o que consequentemente fará com que se banalize também o responsabilizar-se por si mesmo. É como se não houvesse energia suficiente a fim de investigar-se profundamente...
4) A pessoa enxerga-se mais como vítima do que como guerreira.
5) A pessoa acostumou-se em reclamar de tudo ao invés de pensar em soluções eficazes para seus problemas.
6) A pessoa deseja ter uma vida irreal, fora de sua própria realidade, ou seja, não aceita a sua própria condição, o que faz com que seja impossível enxergar as possibilidades de melhora, cura, solução...
7) A visão de si mesmo está deturpada e é necessário ser sacudido para que aconteça a mudança.
8) A pessoa está em uma zona de conforto porque foi acostumada assim desde criança. Muitos pais têm dificuldade em dizer não para os filhos, o que faz com eles se sintam fora do controle pessoal, sendo sempre dependentes daqueles que podem satisfazer seus desejos de maneira imediata. O imediatismo impede que a pessoa construa significados e aprenda com a espera.
9) O medo paralisa. Muitos têm medo de dar grandes saltos como um verdadeiro adulto e referem continuar na zona de conforto, fazendo sempre as mesmas coisas. 
Como, então, ter motivação para assumir a responsabilidade pessoal de uma vez por todas? É simples: basta identificar o problema. Em seguida, analisar os benefícios quando nos tornamos verdadeiramente responsáveis por nós mesmos. Todo ser humano é movido pelas vantagens (o entendimento delas faz toda a diferença). Veja a seguir quais são esses benefícios tão importantes:
1) Melhora significativa em suas próprias emoções
Ao NÃO assumir-se responsável pela própria vida, muitos sentimentos negativos são inevitáveis e crescentes ao longo dos anos. Os sentimentos mais comuns são:
1) Raiva, vergonha, mágoas, tristeza e frustração por acreditar que não é capaz.
2) Inveja ao ver o crescimento de outras pessoas
3) Ressentimento por achar que os outros são culpados pelo seu fracasso.
4) Sensação angustiante de impotência ao sentir que não há controle sobre a própria vida.
Entendendo que é necessário ser responsável pela própria vida, os sentimentos acima citados serão menos frequentes, visto que a pessoa assumirá uma posição de luta frente à vida, parando de culpar os outros e refletindo sobre o que é necessário fazer. Resumindo: é inevitável que as emoções melhorem e a pessoa inicia um novo processo, enxergando a vida com outros olhos e tendo mais autoestima e gratidão.
2) Adeus reclamação
Focar no que deu errado faz com que a pessoa viva reclamando de tudo e de todos. Conviver com pessoas reclamonas é algo terrível! Ao assumir a responsabilidade pessoal, o foco passa a ser a solução e não o problema. Pessoas que reclamam demais só sabem enxergar o que deu errado e desperdiçam energia e tempo, por isso são incapazes de pensar nas soluções.
O sentimento de gratidão faz brotar no ser humano um sentimento de satisfação pelas coisas positivas que aconteceram e acontecem, pois permite que a pessoa pare para pensar no que deu certo e deixe de pensar 100% nos problemas, por isso é transformador.
3) Parando de se vitimizar
Uma pessoa que encarnou o papel de vítima só consegue enxergar o outro como algoz. É como se as circunstâncias da vida dependessem apenas do que é externo e não do que vem de dentro de si mesmo (pensamentos, sentimentos, elaboração de estratégias, etc).
A vítima, ao invés de refletir sobre o que poderia ter feito de diferente, ela só enxerga o que o outro fez de ruim. Ser coitado o tempo todo é cansativo e a pessoa não percebe que está sendo sugada por ela mesma. Quem está ao redor também se sente cansado em ouvir lamúrias o tempo todo. O que acontece de negativo é que, ao apontar culpados, a mente não se esforça para tentar entender o que ela mesma fez de errado, não reflete sobre os seus próprios defeitos e em quais soluções devem ser levadas em consideração para resolver as coisas. Além disso, ocorre a falta de compaixão para com o outro, já que ninguém é perfeito e todos erram. Entender o outro lado sem demonizá-lo é importante para avaliar de forma consciente e madura a sua posição e a posição do outro frente ao problema.
4) Deixar de ser dependente da motivação e da aprovação dos outros
Pessoas dependentes da validação externa são pessoas que ainda não adquiriram consciência da importância da responsabilidade pessoal, pois não estão no autocontrole e sim na dependência da aprovação dos outros. É muito bom receber elogios e palavras motivadoras e sempre é relevante valorizar quem nos apoia, mas lembre-se que isso não pode se tornar um vício, visto que nem sempre as pessoas ao redor farão sinal positivo para nossos projetos, sonhos e ações.
5) Chega de impulsividade
É importante ressaltar que, ao adquirir responsabilidade pessoal, você para de agir impulsivamente e começa a planejar a sua própria vida, aumentando a consciência de quem vive e a sua importância no mundo. Analisar situações e pensar nas possibilidades e nas soluções é ser altamente responsável. É claro que muitos imprevistos podem acontecer, mas quem se responsabiliza por sua própria vida, já pensou previamente nos possíveis imprevistos que podem ocorrer e já está mais ou menos encaminhado para o que der e vier. Surpresas são bem-vindas, mas não dá para viver na impulsividade, por isso o planejamento faz-se mais do que necessário.
6) Sentir-se autor da própria vida
Ser responsável pela própria vida revela nuances incríveis de nós mesmos. Uma delas é a sensação indescritível de ser o autor da própria vida, enquanto que os impulsivos parecem ser levados pelo vento e estão sempre angustiados frente aos desafios, quem escreve a própria história sente prazer em ver os progressos e em lutar para vencer os desafios.
Quem escreve a própria vida está constantemente alinhando os desenhos de seus sentimentos, ações e pensamentos para que esses três não fiquem discrepantes. É fazer vários rascunhos nos papéis da mente, da alma e do coração. É alinhar corpo e alma. É conhecer-se como um ser que faz fluir a criatividade. E, ao fazer isso jorrar para dentro e para fora de si mesmo, sente-se pleno, sente-se capaz de consertar os erros sem infantilidades, mas com os pés no chão sem deixar de sonhar... Transformar-se como ser humano implica em criar a partir do alinhamento do que se sente, fala e age. É o casamento perfeito dos sentimentos com a razão.
7) Novas sensações e descobertas como pessoa e como profissional
Ao ser responsável, você começa a desenvolver novos talentos, pois ao invés de depender dos outros, você mesmo coloca a mão na massa. A partir da ação, você desenvolve novas habilidades e competências que sequer imaginou. Enquanto a vítima, o impulsivo e o não confiante em si mesmo estão paralisados, aqueles que se assumem como responsáveis por suas próprias vidas deixam fluir o rio da vida, descobrindo-se como capazes de criar, de fazer, de arriscar e de serem felizes. Nada vem pronto, é necessário construir caminhos e experimentar os erros e os acertos.
Conclusão: aceite a sua vida e assuma o controle
Aceitar-se é dádiva de vida. É a partir da aceitação que você poderá significar ou ressignificar algo. Enquanto estiver preso na revolta de si mesmo, nunca terá condições de pensar nas possibilidades de melhora, já que ninguém é perfeito, não é mesmo? Aceite o desafio de ser responsável por quem você é neste exato instante... Não são os outros que construíram o que você é agora, mas sim você mesmo através de seus pensamentos, sentimentos e ações ao longo de toda a sua vivência. Os outros foram importantes, mas quem teve que significar e ressignificar o que eles te trouxeram foi você mesmo, por isso deixe fluir o rio da vida tomando posse do que é seu de direito: a responsabilidade por si mesmo.

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