Lembranças da gestação - Do sexto ao nono mês - Parte III (final)

Nos episódios anteriores, parte I e parte II,  relatei minhas lembranças gestacionais desde o desejo de ser mãe até o quinto mês. No post de hoje contarei detalhes do sexto ao nono mês, a parte mais complexa da gestação, a meu ver. A barriga começa a crescer sem parar e o bebê mexe com  mais intensidade. O Igor começou a mexer a partir do quinto mês, de maneira bem suave. Lembro-me das sensações até hoje: começou com leves pulsações que foram ficando cada vez mais intensas, mas nada tão exagerado como eu já vi em alguns vídeos no youtube, em que o bebê só falta sair para fora da barriga...   O Igor era um pouco mais tranquilo e chegou a me dar alguns sustos com essa "tranquilidade": ficou sem mexer por muitas horas. Qual mãe não entraria em desespero de não sentir mais o bebê mexendo? Com certeza ele estava dormindo, bem tranquilo, enquanto eu me descabelava.



No episódio anterior, contei sobre as massagens na barriga com o creme Mather Skin (é meio caro, mas super recomendo: cheirinho de bebê, textura maravilhosa e resultados ótimos) Eu intimava o maridão: "Vem massagear o Igor". Nesses momentos de carinho, o Igor sempre se mexia. Era muito divertido e prazeroso ver e sentir os pulos do Igor e receber o carinho do meu amor. Arrependo-me de não ter começado as massagens antes do quinto mês, pois  depois da gestação, pude notar algumas estrias, nada tão feio (imagine se eu não tivesse passado creme algum, hein?). Eu passava o creme 1 vez por dia apenas (deveria ter passado de 2 a 3 vezes)   Aconselho todas as futuras mamães a passarem cremes desde o início da gestação, pois as estrias surgem quando engordamos muito de uma hora para outra (a pele estica muito). Engordei um pouco mais de 20 quilos, então no meu caso as estrias eram inevitáveis. Não percebi nada de estria durante a gestação, só depois que o bebê nasceu notei as listras danadinhas: branquinhas e discretas na barriga e roxas e feias na virilha (acabei não passando nessa área). Dizem que não pode coçar... hehehehe... se coçar as estrias estouram. Isso só pode ser verdade, pois cocei (e muito) no finalzinho da gestação e ganhei marquinhas no corpo. 




Urinar o tempo todo era um tormento para mim. E como era! Por conta disso não conseguia fazer nada direito: nem trabalhar, nem dormir, nem ir ao cinema de forma decente. Em uma das vezes em que fui assistir a um filme com o meu esposo, saí da sala mais de 4 vezes para urinar... hehehehehe... Ao voltar, fiquei completamente perdida em relação ao enredo do filme. Fazer o quê? Só se eu usasse fralda geriátrica para aguentar até o final. Seria uma solução engraçada, mas não, coragem para isso eu não tinha! Para dormir também era muito angustiante, pois eu acordava de 2 em 2 horas para urinar (eu já estava treinando para acordar de madrugada e amamentar, por isso tirei de letra após o nascimento do meu ruivo... Já estava acostumada a acordar várias vezes durante a madrugada... Um verdadeiro treinamento intensivo, isso sim).

E quanto à azia e queimação? Minha nossa, que sensação horrível! Sofri muito com isso, principalmente quando eu me deitava para dormir. Esse tormento começou mais ou menos no oitavo mês e foi ficando cada vez pior. Grávidas no final da gestação dormem muito mal! Melhorava um pouco quando eu amontoava vários travesseiros para ficar com a cabeça inclinada. 



Quanto às fotos, eu tirei várias selfies durante a gestação, mas confesso que fui um pouco relaxada... deveria ter fotografado bem mais... No sexto mês, meu esposo e eu fizemos o nosso book gestante em um estúdio fotográfico. Foi um momento emocionante!  Levamos vários itens para o estúdio: roupinhas, 3 trocas de roupa para cada um, urso do Igor, sapatinhos e muito sorriso e felicidade. Recomendo a todas as futuras mamães e futuros papais a fazerem  por ser uma lembrança inesquecível! Também fizemos um ultrassom 3D porque a vontade de ver o rostinho do meu príncipe era algo mágico. Percebi pelo ultrassom que o meu príncipe já tinha os lábios carnudos como os do papai. Que máximo! Acho um charme isso! Ah, e eu tambó´m tenho os lábios carnudos, então era impossível o Igor ter lábios finos. No futuro, sei que as meninas ficarão loucas atrás do meu ruivo querendo ser as "peguetes" dele. 



O enxoval começamos a montar assim que descobrimos o sexo do baby: muitos macacões e roupinhas lindinhas. Que delícia montar enxoval. Essa é sem dúvida uma das melhores partes da gestação. Fraldas, pomadas para assaduras e lencinhos ganhamos bastante dos professores do meu trabalho, pois eles organizaram um chá de bebê para nós. Fiquei extremamente feliz e agradecida com esse gesto de carinho. Na laje da minha mãe, fiz um chá de bebê simples e convidei os familiares, parentes e algumas amigas. Foi bem divertido! Ganhei bastante coisa!

Eu (bem inchada), meu sogro, meu pai e meu esposo Jaime


O berço e o guarda-roupa compramos quando eu estava com 8 meses. Uma cansaço tremendo andar para procurar esses itens do meu agrado (e do meu esposo também). Não é nada legal deixar para  última hora. Se eu soubesse que seria tão cansativo, teria comprado bem antes. Eu corri o risco de ter o guarda-roupa montado depois do nascimento do baby, já imaginou que tragédia?  O bendito chegou uma semana antes do ruivo nascer. Quase tive um treco com tamanha demora. Mas acontece gente, imprevistos de fábrica. Ainda bem que eu tinha uma cômoda com 4 gavetas e pude deixar as roupinhas todas lavadas, passadas e lindamente dobradas com cheirinho de sabonete Johnson (lotei a gaveta com vários deles... Hummmm, cheirinho delicioso de bebê!!!)

 
Barriga quase estourando... rs... Foto tirada um dia antes de ganhar o Igor


Eu era a dona pata para andar no final da gestação... hehehehehe... Que dificuldade! E para abaixar? Muito difícil conseguir isso, mas às vezes era necessário e eu fazia uma engenharia com o corpo que vocês nem imaginam... Meu nariz virou uma batatinha de tão inchadinho... Eu parecia outra pessoa.: bem inchadinha, nariz inchado,  seios enormes (parecia a Fafá de Belém), pés bem inchados e mãos extremamente  doloridas por conta do inchaço. 



Acreditam que meu esposo e eu nos casamos no papel no oitavo mês de gestação? Pois é, resolvemos oficializar o que estava dando certo. Já nos considerávamos casados, porém bateu aquela vontade de usar aliança, ter o sobrenome do meu amor na minha vida e na certidão do meu filho.  Eu já estava com os pés bem inchados e foi um sufoco usar salto alto. Anda bem que no dia  do casório os pezinhos amanhecerem menos inchados.  Foi tudo muito simples: sem festa, um book simples (pegamos o primeiro fotógrafo que estava lá disponível .. hehehehe) Um momento muito especial para mim! 



E esse foi o relato da minha gestação. Espero que vocês tenham gostado! 



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